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17 de mai. de 2012

Conversa sobre "O Poder dos Quietos"

Bom dia!!

Hoje eu estava lendo os jornais online, como sempre faço, e li uma matéria sobre esse livro, escrito pela psicóloga Susan Cain e lançado aqui no Brasil pela Editora Agira, "O poder dos quietos", que me chamou atenção e me fez pensar sobre questões que julgo interessante, como identidade e diferença.

Apresento a sinopse do livro antes de mais nada:

Com argumentos cativantes, uma extensa pesquisa e repleto de inesquecíveis histórias reais, O Poder dos Quietos mostra como os tímidos e introvertidos são subvalorizados, e como todos perdem com isso.  Partindo da ascensão do Ideal da Extroversão no século XX, Susan Cain questiona os valores dominantes no mundo empresarial de hoje, no qual a colaboração forçada e no qual o potencial de liderança dos introvertidos é frequentemente negligenciado. De modo inspirador, a autora nos apresenta histórias de introvertidos de sucesso e oferece inestimáveis conselhos sobre como os tímidos podem tirar vantagem das suas características. Em O Poder dos Quietos , Susan Cain contempla também as crianças introvertidas, em capítulo especial com dicas para pais e professores. Um livros extraordinário, que tem o poder de mudar para sempre a maneira como os tímidos e introvertidos se veem e, talvez mais importante, como as outras pessoas os veem.  

Como ainda não li o livro, minhas impressões são gerais acerca das resenhas e apresentações que conferi, mas o que me proponho a pensar é que num mundo tão preconceituoso e repleto de modelos estereotipados, literaturas que nos façam enxergar a diferença e dela retirar o que há de bom devem ser aclamadas por essa atitude.

Grupos sociais se identificam por traços verossímeis e e trazem aos seus participantes esse sentimento de pertença, de fazer parte de um todo. Mas o que acontece na nossa sociedade e que nem sempre nos damos conta é que supervalorizamos alguns segmentos sociais em detrimento de outros, atribuindo a uns pontos positivos e a outros pontos negativos, marginalizando agremiações e dando status quo àqueles que supervalorizamos.

Temos muitas divisões claras na sociedade e isso não é o ruim, porque é assim mesmo que nós seres humanos nos organizamos, em pares, mas não podemos deixar de pensar em como excluímos tantas pessoas por não se encaixarem em perfis que não gostamos. O livro O PODER DOS QUIETOS me chamou a atenção justamente por isso, por tratar de um grupo social marginalizado e com isso condenado a uma vida supostamente "inferior". 

Ser diferentes e cheio de subgrupos sociais é o que torna o ser humano tão complexo e belo. Precisamos deixar de encarar a diferença como ruim, negativa, indigna, marginal. Precisamos perceber que a diferença é rica, multicolorida, multisexual, multirreligiosa e mais que isso: multifeliz!! 

Viva a diferença!!

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Outros livros interessantes nesse tema:





A questão da identidade e da diferença está hoje no centro da teoria social e da prática política. Assim, a partir da perspectiva dos Estudos Culturais, os três ensaios que compõem este livro buscam, de diferentes maneiras, traçar os contornos da questão.













Análise da crise na pós-modernidade, diante de mudanças estruturais que fragmentam e deslocam as identidades culturais de classe, gênero, etnia, raça e nacionalidade. Se antes estas identidades eram sólidas localizações, nas quais os indivíduos se encaixam socialmente, hoje elas se encontram com fronteiras menos definidas que provocam no indivíduo uma crise de identidade.









O mundo todo caminha para uma possibilidade de diversidade, de respeito ao diferente. Mas, em nossas ruas, quanto mais a sociedade avança na compreensão e aceitação da homossexualidade, o que vemos é o agravamento da reação homofóbica. Isso vem de uma parte minoritária, mas muito estridente, da sociedade. Não se é mais digno ou menos digno pelo fato de se ter nascido homem ou mulher. Assim como ninguém o é por sua orientação sexual. Aceitar o diferente é premissa básica para a construção da cidadania. É o “voluntário navegar por um rio sem margens fixas”, como proclamado pelo Ministro Ayres Britto, no histórico julgamento da união homoafetiva pelo Supremo Tribunal Federal.